fundo parallax

Turismo de Aventura em Cambará do Sul (RS)


CAMBARÁ SO SUL

À BEIRA OU DENTRO DO ABISMO

Cânions e vales profundos, cachoeiras gigantes e serras abruptas, que bem justificam o nome Aparados, estão entre asa paisagens proporcionadas por este roteiro que tem como base a cidade gaúcha de Cambará do Sul, na divisa com Santa Catarina.

Os dois parques nacionais contíguos que se encontram na região – o Parque Nacional de Aparados e o Parque Nacional da Serra Geral – são as principais atrações. No primeiro, o destaque fica para o Cânion do Itaimbezinho, um abismo repentino de 700 m de profundidade média. Na Serra Geral, o Cânion Fortaleza (de 900 m a 1.250 m de profundidade) e a Cachoeira Véu de Noiva (720 m. de queda?) são imperdíveis.

No entorno dos Parques, o ziguezague de serras e vales reservam panoramas surpreendentes da natureza e da cultura local. A típica paisagem dos Campos de Cima da Serra, com seus campos nativos e matas de Araucária, também são um convite aos passeios.

Além das beleza da paisagem, a região oferece muita adrenalina já nos percursos entre os lugarejos, que incluem boas rodovias pavimentadas, mas também estradas de terra e caminhos vicinais.

São muitas as atividades outdoor que podem ser praticadas, com destaque para o trekking. Os amantes da pesca esportiva de trutas podem dar uma esticada até Bom Jesus ou São José dos Ausentes e seus rios gelados.

Legenda: Distância de atrativos locais: Cânion Itaimbezinho no Pq. Nacional Aparados da Serra, 18km (de terra) até a entrada do Parque e mais 4km (asfalto) até a sede - Cânion Malacara, 18 km até a entrada para o Cânion.

Pedacinhos da África, mas fauna e flora americanas

Um pouco de geologia ajuda a entender a enigmática paisagem. A origem dos Aparados remonta há cerca de 130 milhões de anos, quando a Terra – segundo teorias científicas – dividiu-se nos cinco continentes. A América e a África se afastaram e, acredita-se, o complemento das escarpas dos Aparados da Serra foi parar na África do Sul, nas proximidades da Cidade do Cabo.

O clima, a flora e a fauna da região se diferenciam grandemente de um lado para outro dos Aparados. Em Praia Grande (SC), na planície litorânea, há domínio da Mata Atlântica. No planalto, estão presentes os campos e as matas de Araucária angustifólia, ou pinheiro brasileiro. Já nas bordas dos cânions, ocorre a mata nebular, composta por árvores baixas e musgos, que encontram condições ideais nos frequentes nevoeiros e alta umidade do ar.

Gralhas azuis frequentam a área de araucárias e são responsáveis pela semeadura dos pinhais. Em terra, é fácil cruzar com o ouriço-cacheiro, a cotia e os tatus mulita, peba e galinha. Já na área de Mata Atlântica, aparecem bugios-ruivos, macacos-prego, jaguatiricas.

As estações do ano são bem definidas, mas é conveniente carregar um agasalho e uma proteção impermeável sempre. No inverno, o frio é rigoroso com temperaturas negativas, que já chegaram a máxima absoluta de 8,2⁰C negativos, em Cambará do Sul. No alto da serra, o frio é mais intenso, podendo ocorrer neve. Há ainda a incidência do vento Minuano. O que piora a sensação de frio. Apesar de tudo isso, esta é a melhor época para se visitar a região, pois o céu é limpo e as paisagens ficam nítidas, podendo-se enxergar longas distâncias até o litoral.

Cambará do Sul no alto da serra, o frio é mais intenso, podendo ocorrer neve. Há ainda a incidencia do Vento Minuano. o que piora a sensação de frio. Apesar de tudo isso, esta é a melhor época para visitar a região, pois o céu é limpo e as paisagens ficam nítidas, podendo-se enxergar longas distâncias até o litoral.

No verão, com mais frequência, mas também em outras épocas, ocorre a “viração” – cerração – resultante da condensação do ar quente e úmido que vem do litoral encontrando o ar frio do planalto. Os gaúchos chamam o fenômeno pelo intrigante nome de “nada”. Perigoso, o “nada” deixa os caminhantes à mercê de obstáculos e, pior, de fendas e precipícios, e os GPS, mapas e bússolas ficam inúteis. Quando ele aparece, o jeito é parar e esperar.

Como Chegar – CAMBARÁ DO SUL

Acesso pela RS-020, chegando aos Parques por Cambará do Sul (RS); por Praia Grande (SC), saindo da BR-101, 20 km depois de Sombrio; e pelo litoral gaúcho, percorrendo a Rota do Sol (…), na serra do Pinto, uma estrada ainda em obras.

Aeroportos próximos com voos regulares: Porto Alegre, 190 km; Caxias do Sul, 148 km

Distâncias de cidades próximas: São José dos Ausentes, 78 km (de terra); Jaquirana, 44 km (36 de terra); Bom Jesus, 72 km (40 km de terra); Florianópolis, 327 km; Praia Grande, 34 km

Como Chegar – Praia Grande (SC)

É conhecida como “a cidade das duas mentiras”: não tem praia e não é grande. Mas o nome se deve ao costume de chamar de praia as vastas margens dos rios da região, cobertas de seixos. A maioria dos locais de hospedagem fica na área rural, cercada de magníficas paisagens. A cidade é o apoio para a visita aos Cânions pela parte de baixo, em trilhas em meio à Mata Atlântica, com ótimos locais para banhos nos rios e cachoeiras. O acesso para a parte alta se dá pela Serra do Faxinal, cujo nome deriva de uma planta comum na região utilizada para produzir vassouras e, consequentemente, boas faxinas.

Como Chegar – Cambará do Sul

É a cidade mais próxima aos Parques nacionais. Pequena, oferece infraestrutura modesta para os visitantes, mas esbanja belezas naturais e na cultura campeira de seu povo. Boa parte do que se costuma chamar de tradições gaúchas nasceu nestas paragens.

Na culinária, o destaque são as comidas campeiras como o carreteiro de charque, a paçoca de pinhão, churrascos de carne de vaca, ovelha e porco e farofa batida no pilão.

Os Cânions do Itaimbezinho, Fortaleza e Malacara, os maiores do Brasil, formam o principal tesouro natural de Cambará do Sul, mas há muito mais: a Cachoeira dos Venâncios, o Lajeado das Margaridas, o Passo da Ilha e outros.

ESPORTES DE TERRA

TREKKING

PARQUES NACIONAIS – PARTE ALTA

Parque Nacional dos Aparados da Serra: A 18 km de Cambará do Sul, com acesso pela RS-429. Qua.-dom. 9h-17h., tels. (54)251-1262/ 1277. Não é permitida a entrada de animais e não se pode acampar. Na sede estão expostas uma série de fotos, pedras e uma maquete dos cânions. Cânion do Itaimbezinho – o Itaimbezinho, que em tupi-guarani significa pedra afiada, é a principal atração do parque e da região. E não é para menos, são 5,8 km de extensão e profundidade média de 700 m, com várias cachoeiras vertendo precipício abaixo. A grande sensação da visita é estar à beira do abismo e perceber sua grandiosidade. Dentro dos limites do parque existem três linhas que bordeiam o cânion em sua parte alta – a Trilha do Vértice e a Trilha do Cotovelo. A terceira, a Trilha do Boi, é pela parte de baixo, com acesso por Praia Grande (SC) – veja parte baixa dos parques. A Trilha do Vértice permite ótimas vistas das cascatas das Andorinhas (500 m de queda) e Véu de Noiva (700 m). A trilha começa no Centro de Visitantes, e em menos de 1h percorre-se o 1,4 km pelas bordas do cânion. Na Trilha do Cotovelo, o objetivo é um mirante com vista imperdível do vértice dos paredões do Cânion Itaimbezinho, mas antes passa-se pelo Recanto das Bromélias, bosques de araucárias e pelo Mirante do Véu de Noiva.

Parque Nacional da Serra Geral: A 23km (terra) de Cambará do Sul, com acesso pela RS-423, tels. (54)251-1320 e (48) 432-0330. Não há estrutura para visitação, está sempre aberto. É permitido acampar.

A região dos Aparados da Serra é muito mais ampla que a área protegida por este Parque e o de Aparados da Serra. São mais de 60 cânions, mas a maioria “não visitável”, pela dificuldade de acesso. O Parque da Serra Geral engloba 12 cânions. Os mais famosos são o Malacara, o Fortaleza e o Churriado.

Trilha do Cânion Fortaleza: Esse cânion impressiona pela sua magnitude - são mais de 7 km de extensão e enormes fendas que chegam a 1250 m de profundidade - e, sobretudo, pelo seu formato. As escarpas profundas assemelham-se a um castelo fortificado, daí o nome. É possível fazer várias trilhas nos arredores.

A Trilha do Mirante: Tem subida de 30 minutos pelo morro até o ponto mais alto (1117 m). Vale a pena: é a melhor vista do Cânion - em dias claros avistam-se a Cidade de Torres, suas praias e o começo do litoral catarinense, que estão a mais de 30 km em linha reta.

Trilha da Cachoeira do Tigre Preto: Localizada nas imediações de Torres, pode-se observar a cachoeira com seus mais de 200m de queda. Trinta minutos depois chega-se à Pedra do Segredo, um intrigante bloco monolítico de 5 m de altura, cuja base foi corroída pela erosão acinturando um apoio de cerca de 50 centímetros.

Outros pontos de destaque: Pico do Gavião, Invernada da Alegria, Serra da Pedra, Arroio da Fortaleza e Fundo do Macuco.

Trilha do Cânion Malacara: Fica a 8 km do acesso ao Parque Nacional de Aparados da Serra, na estrada que vai para Praia Grande. Entre os cânions do Itaimbezinho e Fortaleza. Boa parte da caminhada se dá em uma típica fazenda campeira com seus imensos pastos, que ainda permanecem na área do Parque. A palavra malacara tem origem espanhola e quer dizer cara amarrada ou cara brava. O cânion ganhou esse nome por causa da neblina que impede a maravilhosa vista até a cidade de Torres. A parte de cima do cânion está no estado do Rio Grande do Sul e a parte de baixo, em Santa Catarina. A trilha compreende 16 km (ida e volta), passando pelos campos de cima da serra, até encontrar os paredões do cânion.

Trilha dos Aparados da Serra à Serra Geral: Recomendado para aventureiros experientes, este trekking pode ser feito de duas maneiras: partindo da guarita Gralha Azul, nos Aparados, e finalizando no Cânion Fortaleza, ou vice-versa. São 22 km percorridos em cerca de 8 h. Há subidas íngremes, travessia de rios e capões, passagem por banhados e caminhada à beira de abismos, cruzando os cânions Malacara, Churriado e Fortaleza, no interior do Parque da Serra Geral.

Outras opções: Quem vem ou quem vai para Praia Grande pode parar no caminho para ver o Cânion dos Índios Coroados. A trilha começa ao lado do Posto Fiscal, logo depois da subida da Serra do Faxinal. Caminhada fácil pelo campo, 20 minutos em direção norte, junto à borda da Serra Geral.

Trilhas e Cachoeiras na parte baixa dos Parques: As trilhas são feitas a partir de Praia Grande (SC), que também oferece apoio de hospedagem e alimentação para quem não quiser retornar para a parte alta.

Trilha do Rio do Boi: Acesso de carro até a guarita do rio do Boi-Ibama, a 7 km de Praia Grande. É bem mais pesada que as outras duas do Parque dos Aparados, pois se caminha dentro do abismo, no rio do boi, com muitas pedras e diversas travessias do rio. São 8 km (ida e volta) percorridos em 7 h, com várias cachoeiras energizadas pelo caminho. O rio do Boi é o que corta o Cânion do Itaimbezinho, e, segundo histórias da região, o nome se deve à quantidade de bois que caíram no cânion e depois reapareciam mortos nas corredeiras.

Trilhas das Cachoeiras: As muitas nascentes no alto dos cânions desaguam pelos abismos em busca do litoral. Isso torna a região de Praia Grande especialmente previlegiada por cachoeiras. Entre as mais visitadas estão a Cachoeira do CTG (queda de 45 m), usada pelos praticantes de cascading; Costãozinho (50 m), em trilha curta pela mata; e Borges (70m com uma deliciosa piscina natural e trilha por Mata Atlântica primária.

Trilha do Malacara por baixo: Início a 6km de Praia Grande (SC), na Vila Rosa, ao lado do Refúgio Ecológico Pedra Afiada. A caminhada é moderada, embora tenha-se que subir o leito do rio, enfrentando alguns desafios, como pedras gigantes e diversas travessias do Rio Malacara. São 3h de caminhada (ida e volta) e, no caminho, há ótimas piscinas para banho.

CAVALGADAS E TURISMO RURAL

Os passeios a cavalo não só ajudam a conhecer a região dos cânions e vales como também são formas de tomar contato com a cultura e costumes locais através do Turismo Rural. Eles acontecem à beira dos Aparados, pois não é permitida a entrada dos animais no Parque. Os roteiros variam de 2 a 7 dias e podem incluir vistias aos Cânions de São José dos Ausentes e os campos ao redor de Cambará, Jaquirana e Bom Jesus.

Um dos bons percursos é o que passa pela zona rural do Vake do Cânion Malacara, bem na divisa dos dois estados. Inclui visita a pequenas propriedades e estufas de fumo, cruza rios e observa os cânions Índios Coroados e Molha Coco, entre vários outros atrativos. O ponto forte da cavalgada, é claro, é a visão dos paredões da Serra Geral de diversos ângulos. Outra opção é o Mula Trekking, roteiro de dois dias, o primeiro deles somente sobre os campos, na borda dos cânions, e o segundo descendo a pé, puxando-se o animal. As fazendas-pousadas (veja em Pesca) oferecem cavalos para passeios, geralmente dentro dos limites da propriedade, uma boa opção para quem dispõe de pouco tempo ou não suporta longas viagens a cavalo. Há guias nas pousadas-fazendas.

ESCALADA E RAPEL

Pedra Branca: Acesso pela Vila da Pedra Branca, Mampituba. A escalada é um trekking vertical (também apelidada de “escalaminhada”) ao cume da Pedra Branca, um monólito de basalto com cerca de 720 m de altitude, no Vale do Mampituba. Do alto veem-se as curvas do rio. É indicada apenas para aventureiros experientes. A trilha é toda por dentro de Mata AtlÂntica e tem duração total de 7 h.

CICLISMO E MOUNTAIN BIKING

São várias as possibilidades de passeios com bikes na região. Praticamente todas as atrações descritas nas trilhas de off-road e também as de trekking podem ser alcançadas pelas bikes.

A descida da Serra do Faxinal, que liga o Parque Nacional de Aparados da Serra à Praia Grande (SC), é bem procurada: 15 km de descidas em terreno acidentado com pedras à mostra. Teste os freios. Dentro dos Parques é possível margear os cânions do Itaimbezinho e da Fortaleza sobre as “magrelas”. As inúmeras estradinhas vicinais são um convite ao mountain biking, mas cuidado, pois há cascalho solto e descidas e subidas muito fortres. Poupe o fôlego e leve alimento e água. É possível alugar bikes e contratar guias. Não há rotas marcadas e nem bons mapas disponíveis.

Pela Estrada

OFF-ROAD

A principal trilha de off-road de Cambará do Sul é sem dúvida o caminho para chegar à cidade, deixando a BR-101, na região de Torres e subindo a Serra do Faxinal. Não é uma trilha difícil e em algumas épocas do ano é possível transitar com carro normal 4x2. Apesar de não haver grandes emoções no off-road, as paisagens são de tirar o fôlego. Ainda no nível do mar, nossa primeira referência é a pequena vila de Praia Grande. Para quem estiver vindo de São Paulo (SP) ou Curitiba (PR), pela BR-101, a entrada para essa vila é 9 km antes de se chegar a Torres (RS). Até Praia Grande são 29 km. Para os que viajam de Porto Alegre (RS), a saída é em Três Cachoeiras, e são 36 km até Praia Grande (SC). A vila é o último apoio para combustível, pequenos reparos, borracheiros, lanches e água. Se a ideia é parar no meio do caminho, para conhecer o Parque Nacional dos Aprados da Serra, reforce o lanche e a água. Em Praia Grande (SC) a vegetação é de Mata Atlântica, com destaques para as enormes folhagens e samambaias. Terminada a serra, já na parte mais plana da estrada, depois de percorrer 18 km desde Praia Grande, chegamos à divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A vegetação muda: grandes campos com grama e florestas de Araucárias. A cerca de 2 km da divisa está a entrada do Parque Nacional. Neste local, você tem duas opções: seguir mais 18 km e chegar a Cambará para se hospedar, ou parar e visitar o Parque. Essa escolha é muito imporatnte em função do horário, do clima e de sua disposição física para fazer as três trilhas do Parque, com duração de 50 minutos, de 2h30 e de 8h.

A segunda trilha de off-road recomendada é a da estrada que liga Cambará e Jaquirana e de lá até encontrar a RS-110, na altura de Alziro Ramos. Deste ponto, pode-se começar o retorno para Cambará, por baixo, ou subir até Bom Jesus. Uma boa dia para os amantes da pesca esportiva de trutas: há boas opções de hospedagem nas fazendas (veja também em pesca).

Estes caminhos são ponteados de diversos atrativos. O percursos todo é o seguinte: saindo de Cambará do Sul, percorrem-se 8 km até a entrada para Jaquirana. Dali são mais 13 km até a Fazenda Cachoeira, onde fica a Cascata dos Venâncios, acessada por trilha fácil de 3 km (ida e volta). Outro atrativo que compensa uma esticada é a Cascata Princesa do Campo, no Arroio dos Novilhos. Um mirante proporciona uma deslumbrante vista dos Campos de Cima da Serra e uma escadaria leva à base da Cascata. Cerca de 8 km depois de Alziro Ramos, há o acesso a dois ótimos desafios para jipeiros: o Passo do S e o Passo da Ilha. Uma estradinha à esquerda com 8 km de extensão termina no Passo do S – um lajeado no Rio Tainhas com cerca de 80 m de largura que despenca em uma bela cachoeira, muito boa para banhos. Dá pra atravessar o rio de carro, mas com muita cautela e somente se ele estiver no nível normal. Retomando a estrada principal, a próxima parada será o Passo da Ilha, também no Rio Tainhas, poucos quilômetros à frente, entrando na estrada à direita. Cuidado com as pedras soltas. A paisagem é de grandes campos gramados, alguns muros de pedras, construídos no tempo dos escravos e araucárias. Chegando ao belo local, cruze o rio com o carro. Não se assuste, é isso mesmo. Existe uma enorme laje na extensão total do rio e a profundidade é no máximo 50 centímetros. Para confirmar, desça e primeiro caminhe a pé. Do outro lado do rio, são 17 km até a RS-020, que sobe para Cambará do Sul.

ESPORTES DE ÁGUA

CANYONNING

Mesmo com tantos cânions na região, o esporte é pouco difundido. As trilhas mais procuradas são as travessias nos cânions Malacara, Churriado, Fortaleza, Molha coco e Índios Coroados. O mais radical é a do Cânion do Churriado, que já tem logo na entrada um rapel de 20 m. O tempo total de travessia dá em média 7 h.

CASCADING

Cachoeira Magia da Águas (CTG): Vila Rosa, Praia Grande. É a mais procurada. São 40 m de águas geladas, com trecho negativo curto. Indicada para iniciantes. Para chegar lá, há trilha fácil passando em meio a plantações de banana de uma fazenda.

Cachoeira dos Borges: Roça da Estância, Mampituba. Quem tem mais fôlego pode encarar os 70 m de queda. Acesso por trilha de 20 minutos por remanescentes de Mata Atlântica até a base da cachoeira.

PESCA

Os rios da regiao sao otimos locais para os amantes da pesca esportiva. As águas límpidas e geladas são o habitat idieal das trutas arco-íris, introduzidas na década de 1980. Em São José dos Ausentes, o destaque fica para o Rio Silveira. É permitida, pela lei municipal, apenas a pesca catch & release (pesque e solte) e, em alguns locais, somente com equipamento de fly (do inglês mosca). Para quem desejar pescar trutas para comer, existem alguns pesque-pagues como o do Sítio Vale das Trutas. Lá eles fornecem equipamentos e ainda limpam os peixes pescados. Em Bom Jesus, a parte alta do Rio dos Touros é procurada para a pesca fly.

BÓIA-CROSS E DUCK

PRAIA GRANDE (SC)

Bóia-cross no Rio Mampituba: As corredeiras variam da classe I a III. É um rio largo, com escassos remanescentes de Mata Atlântica. Quando está com pouca água é perfeito para iniciantes, inclusive crianças. Porém, quando o volume é maior, a adrenalina também sobe e recomenda-se apenas para adultos. Em dias de chuva, então, só para experientes. Dependendo do nível do rio, há vários pontos de início, numa média de 30 minutos de carro da cidade de Praia Grande. Descidas variam de 40 minutos a 2 h.

Duck no Rio Malacara: Também é conhecida como Race Rafting por causa da grande velocidade que o rio atinge nos estreitos canais e corredeiras de classe II e III. O percurso total é de 3 km por dentro do Vale do Cânion Malacara e só pode ser feito em dias de muita chuva e por experientes. É pura adrenalina!

Quem leva:

Trekking – Acontur, APCE, Caá-etê, Canyonturismo, Ecoadventure, Expedições Gato do Mato, Pedra Afiada Adventures, Rota Alternativa.

Cavalgada - Caa-etê, Expedições Gato do Mato, Pedra Afiada Adventures,Querência da Ibitimbó (mula trekking), Rota Alternativa

Escalada e rapel – Caa-etê e Expedições Gato do Mato.

Ciclismo e Mountain Biking: ATAC - Associação Taquerense dos Amigos Ciclistas e Ecoadventure

Canyonning: ACASERGE, Rota Alternativa

Cascading: Caa-etê, Ecoadventure, Pedra Afiada

Pesca: guias, equipamentos e hospedagem são contratados em Bom Jesus

Bóia-cross e duck: Caa-etê, Expedições Gato do Mato e Pedra Afiada Adventures

INFORMAÇÕES

CAMBARÁ DO SUL (RS)

Centro Cultural – Rua Adail Valim, 39, Centro, te. (54) 251-1320

PRAIA GRANDE (SC)

APCE – Associação Praiagrandense de Condutores para Ecoturismo – Rua Frei Protásio, 162, tel. (48) 532-1414

DICAS DE HOSPEDAGEM

CAMBARÁ DO SUL (RS)

Parador Casa da Montanha – Estr. do Faxinal-Morro Agudo, tel. (54) 504-5302. www.paradorcasadamontanha.com.br. É um acampamento, mas com barracas térmicas, equipadas com estufa, ventilador, lavabo, banheiro. Só o banho é separado e vale a pena: a Casa do Banho tem ambientes acolhedores e duchas deliciosas. Instalado em bonita paisagem às margens do Arroio Camarinhas, oferece serviços de guias para trilhas, cavalgadas e várias outras opções de passeios. A gastronomia também é um ponto forte, com delícias da comida campeira.

PRAIA GRANDE (SC)

Refúgio Ecológico Pedra Afiada: Estr. da Vila Rosa, s/nº, tel. (48) 532-1059, www.caa-ete.com.br/pedraafiada. Local privilegiado, colado ao paredão do Cânion Malacara e com piscina natural a pouca distancia. A ambientação é aconchegante, colorida e alegre e obedece a critérios ecologicamente corretos. Dispõe de oito apartamentos e uma suíte, todos com ducha quente deliciosa (coletor solar), ventilador de teto e sacada. O muro de escalada indoor é uma opção para os dias chuvosos ou treinos.

DICAS DE RESTAURANTE

CAMBARA DO SUL (RS)

Galpão Costaneira - Rua Dona Úrsula, tels. (54) 251-1005 e 9995-0772. O ambiente é simples e nas mesas há uma coleção de bilhetes e cartões deixados pelos visitantes. Serve bom churrasco gaúcho acompanhado de bufê self-service que inclui pratos típicos campeiros.

PRAIA GRANDE (SC)

Café Rural do Rio do Boi - Estrada Geral Rio do Boi, 7 km, tel. (48) 532-1520, ramal 21 (antes de entrar nas trilhas passe no café e faça sua reserva). Para repor as energias gastas nas trilhas, nada como um típico café colonial. Seu Valmor e Dona Marisalva preparam cerca 30 iguarias regionais doces e salgadas, como a paçoca de pinhão, milho verde cozido, banana verde frita, pães, rosquinhas, geleias e o mumu – doce de leite com queijo da região. Tudo caseiro e fresquinho, regado a caldo de cana e sucos.

DICAS DE COMPRAS

CAMBARÁ DO SUL

Artesanato Aparados da Serra – Rua da Tradição, 87. Excelentes trabalhos em lã, madeira e couro. Acolchoados, tapetes, pelegos, mel e outros produtos coloniais.

AGÊNCIAS DE TURISMO RECEPTIVO E ASSOCIAÇÃO DE GUIAS LOCAIS

CAMBARÁ DO SUL

ACONTUR – Associação de Condutores Locais de Ecoturismo de Cambará do Sul: R. Adail Valim, 39, Centro, tel. (54) 251-1320

Canyonturismo – R. Dona Úrsula, 270, Centro, tels. (54) 251-1027 e 9973-8227, www.canyonturismo.cjb.net

PRAIA GRANDE

APCE – Assoc. Praiagrandense de Condutores para Ecoturismo: R. Frei Protásio, 162, tel. (48) 532-1414.

Expedições Gato do Mato - R.Irineu Bornhausen, 266, Centro, tel. (48) 532-1444

Pedra Afiada Adventures – Estr. da Vila Rosa, s/nº, tels. (48) 532-1059 (Refúgio) e (51) 9988-0315.

Boschi Pesque-Pague: RS-11-, km 2, tels. (54) 237-1816 e 9964-1259.

Pesque e Pague Truta Rodrivaris: BR-285, km 3, tels. (54)237-1647 e 9973-2113

São José dos Ausentes Hotel Fazenda Sítio Vale das Trutas: SC-285 (Estr. p/ Timbé do Sul), tels. (54) 504-5693 e 525-0344.

Posada Fazenda dos Ausentes: BR-285 (Estr. do Butiá), km 38, tel. (54)234-1042

Pousada Fazenda Cachoeirão dos Rodrigues: Acesso pela Estr. p/ Bom Jardim da Serra, 35 km, tel. (54) 237-2337

Pousada Fazenda Potreirinhos: Acesso pela Estr. p/ São Joaquim (SC), tel. (54) 9977-3482

OUTRAS CIDADES

ATAC – Associação taquarense dos Amigos Ciclistas: R. Adelino Eduardo Barth, 3.236, Taquara, RS, tels. (51) 541-5265 e 9919-5998.

Caá-etê: Av. Protásio Alves, 2.715, sala 905, Porto Alegre, RS, tel. (51) 3338-3323, www.caa-ete.com.br.

Querência da Ibitimbó: Bom Jesus, tel. (54)234-1109.

Rota Alternativa: R. Tobias da Silva, 137, sala 506, bairro Moinhos de Vento, Porto Alegre, RS, tel. (51) 3346-1776, www.rotaalternativa.com.br.

ACASERGE – Associação Cânions da Serra Geral: R. 24 de Outubro, 1.354, Moinhos de Vento, Porto Alegre, RS, tel. (51) 3325-1069, [email protected]

TREKKING

Trekking em Canela

Parque Caracol: Estr. do Caracol (RS-466), km 1, tel. (54) 282-3035. Diariamente 8h30 – 17h30.É o mais famoso de Canela. Abriga a magnífica cascata do Caracol, formada pelo arroio de mesmo nome, que despenca de uma altura de 131 m. Uma das propostas é descer (e depois subir, é claro) uma escadaria de 927 degraus até a base da cascata. Há também trilhas auto-guiadas mantidas pelo Projeto Lobo-Guará. O parque oferece boa estrutura, inclusive um elevador panorâmico.

Parque da Cachoeiras: Estr. Canela-Bom Jesus (RS-476), km 10, tels. (54) 504-1446 e 282-2051. Diariamente 8h-28h. O Parque abrange florestas nativas, campos, vales, rios e cachoeiras. Há diversas trilhas e também passeios de caiaques, pedalinhos, toboágua e piscinas naturais.

Parque da Ferradura: RS-466, km 6, tel. (54) 9969-6785. Diariamente 9h-17h30. Ótimas trilhas, que variam de 10 minutos a 3 horas de caminhada, conduzem à Cascata do Arroio Caçador, aos três mirantes que dão vista para o vale e ao cânion com paredes de 420 m de profundidade, possíveis de serem escaladas por vias já abertas.

Parque Floresta Encantada do Caracol: Estr. do Caracol (RS-466), km 2, tel. (54) 504-1405. Diariamente 9h-17h. Ao lado do Parque do Caracol, atrai visitantes para o teleférico de 405 m de extensão, que leva ao mirante com vista para a Cachoeira do Caracol e para o Vale da Lageana, e também para os trekkings pesados e outros esportes radicais.

Parque Laje de Pedra: Av. Presidente Kennedy, S/nº, Cond. Laje de Pedra, tel.: (54) 282-4300. Caminhadas leves por ruas arborizadas e belos jardins. Vale a vista do Vale do Quilombo, uma das mais belas paisagens da região.

Parque do Palácio: Pça. Das Nações, s/nº. Diariamente 7h-19h.Criado especialmente para caminhadas, dispõe de trilhas e pérgolas para descanso entre bosques e lagos. Lá fica o Palácio das Hortênsias, casa de veraneio do Governador.

Parque do Pinheiro Grosso: Estr. do Caracol (RS-466), km 2. Diariamente 8h30-17h30. A grande atração deste parque de 4,5 hectares de mata nativa é uma araucária de aproximadamente 700 anos, com 42 m de altura e 2,75 m de diâmetro. Uma passarela de madeira permite o acesso fácil ao local. Além desta, pode-se fazer a trilha das Bromélias.

Parque do Saiqui: RS-235, km 7. São 25 hectares de bosques para caminhadas leves. Tem infraestrutura para camping.

Parque das Sequoias: R. Godofredo Raymundo, 1747, Pq. Das Sequoias. Tel. (54)282-1373, www.sequoias.com.br. Diariamente 9h as 18h. Situado em uma área de 10 hectares, apresenta uma coleção de coníferas (árvores com frutos em forma de cones) do mundo, da qual se destacam as sequoias e a Ginkgo biloba. Do Parque saem roteiros de trekking, mountain biking e hipoturismo.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *